Copy from China http://copyfromchina.blogosfera.uol.com.br Copy from China é um blog que busca jogar luzes sobre o processo de expansão econômica e desenvolvimento de novas tecnologias na China, suas contradições, falhas e oportunidades que são geradas para brasileiros que se interessam por consumir soluções tecnológicas inovadoras e compreender a ascensão da nação pobre que se tornou potência mundial em menos de três décadas. Tue, 25 Jun 2019 21:47:40 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Sucesso da Xiaomi mostra que ‘made in China’ mudou de patamar http://copyfromchina.blogosfera.uol.com.br/2019/06/25/sucesso-da-xiaomi-mostra-que-made-in-china-mudou-de-patamar/ http://copyfromchina.blogosfera.uol.com.br/2019/06/25/sucesso-da-xiaomi-mostra-que-made-in-china-mudou-de-patamar/#respond Tue, 25 Jun 2019 07:00:23 +0000 http://copyfromchina.blogosfera.uol.com.br/?p=691
Loja física da Xiaomi em Shenzhen: lotação permanente

Por décadas produtos “made in China” foram associados ao baixo custo e à baixa qualidade. Com o sucesso recente da Xiaomi, a China tem uma marca que desperta o desejo de consumidores muito além do mercado doméstico

“Já que você está indo para a China, pode me trazer um Xiaomi?” É impossível contar para os amigos mais próximos (e alguns nem tanto) sobre seus planos de viajar para Beijing ou Shenzhen e não receber encomendas da fabricante de eletrônicos chinesa.

Ao visitar as lojas da marca nas grandes cidades da China, fica evidente que não sou o único viajante a receber encomendas de parentes. As flagships da Xiaomi estão apinhadas de estrangeiros buscando pelos notebooks, smartwatches e telefones da marca.

O fenômeno é simbólico, já que por décadas produtos “made in China” foram associados ao baixo custo e… à baixa qualidade. Basicamente, ninguém se espremia em filas para comprar o último modelo de um celular chinês. Definitivamente, a China tem uma marca que desperta o desejo de consumidores muito além do mercado doméstico.

Avaliada em mais de US$ 30 bilhões, a companhia ainda sofre com altas e baixas no mercado de ações, mas avança de forma consistente nos mercados “overseas”, como os chineses chamam tudo aquilo que não é a China continental. Atualmente, a companhia emprega 15 mil pessoas e figura na lista das cinco maiores vendedoras de celulares em mercados como China e Índia, além de estar entre as dez maiores na Malásia, Indonésia e Singapura.

No Brasil, a Xiaomi tentou em 2014 uma incursão com escritório próprio e integração de equipamentos em plantas industriais no interior de São Paulo. Foi vítima de uma tempestade perfeita. Crise econômica, política, fim da MP do Bem (que dava benefícios fiscais ao setor) e impaciência dos chefes chineses levou a operação a um fim precoce em 2016. Só este ano a empresa voltou ao Brasil, a partir de uma parceria com a fabricante brasileira DL.

O desejo dos consumidores brasileiros por produtos Xiaomi, no entanto, cresceu ao ponto de muita gente importá-los diretamente da China, ainda que estes cheguem ao Brasil sem Google Play nativamente instalado, além de outras pequenas (e médias) dificuldades de adaptação. Produtos já adaptados ao mercado internacional, com Google Play, podem ser importados, desde que de Hong Kong que, como sabemos, não é China, ao menos no sentido de regulação para comércio internacional.

Na China, o aspecto ‘cool’ da marca a levou a ampliar sua linha de produtos para muito além dos celulares. Secadores de cabelo, escovas de dente, travesseiros high-tech, fones de ouvido, projetores de vídeo, sistemas de ar condicionado e até itens de moda, como bonés e mochilas são vendidos com a marca Mi.

O sucesso da Xiaomi é um divisor de águas para os produtos “made in China”, que muitas vezes ganham mercado por oferecerem preços menores. Este é um caso, porém, de construção de uma marca admirada e desejada por sua excelência. O último estágio da evolução das jovens e inovadoras companhias chinesas.


Mercado de eletrônicos em Huanqianbei, Shenzhen: do produto de má qualidade às grifes chinesas

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Quatro tecnologias que mudaram o dia a dia dos chineses http://copyfromchina.blogosfera.uol.com.br/2019/06/11/quatro-tecnologias-que-mudaram-o-dia-a-dia-dos-chineses/ http://copyfromchina.blogosfera.uol.com.br/2019/06/11/quatro-tecnologias-que-mudaram-o-dia-a-dia-dos-chineses/#respond Tue, 11 Jun 2019 13:05:16 +0000 http://copyfromchina.blogosfera.uol.com.br/?p=678
Skyline de Xangai: em 24 anos uma transformação vertiginosa

Não há registro na história recente da humanidade de uma civilização que tenha se transformado tão rapidamente quanto a China. Em 40 anos, o país dos riquixás e de práticas medievais como a atrofia forçada de pés femininos transformou-se no lugar com a maior malha de trens bala, maior rede de internet móvel, maior mercado e-commerce e maior exportador mundial de bens e serviços.

É longa a lista de tecnologias em que a China detém liderança mundial. Quatro delas, no entanto, tiveram maior impacto na cultura, na economia e no comportamento de quem vive nesta porção da Ásia. Abaixo, quatro tecnologias que aceleraram as mudanças no modo de vida local.

Pagamento móvel – O pagamento via QR Code, disponível em aplicativos como WeChat e AliPay, é quase onipresente na China. Das 790 milhões de pessoas conectadas no país, 780 milhões usam alguma solução de pagamento móvel.  Sua disseminação decretou, na prática, o fim de dinheiro de papel e dos cartões de plástico. Há ganhos óbvios com esta tecnologia, como a economia de dinheiro com impressão de notas e com a venda ou aluguel de maquininhas de cartão.

Seus efeitos, no entanto, são mais impressionantes sob a ótima da inclusão digital e bancária. Centenas de milhões de chineses sem acesso a serviços bancários puderam, por meio dos apps de pagamento, acessar serviços digitais, como compras online, financiamentos e uso de bens que requerem um meio de pagamento eletrônico — chamar táxi ou pedir comida por app, por exemplo.  O mercado chinês de pagamento móvel não é apenas o maior do mundo, mas também 80 vezes maior que o segundo colocado, os Estados Unidos.

E-commerce – Embora esta não seja uma “tecnologia” exatamente nova, em nenhum outro lugar do mundo as compras online atingiram o mesmo nível que na China.  Atualmente, 49% de todos os pedidos feitos em serviços de e-commerce do mundo são feitos por lá. Você não leu errado: o número de pedidos feitos na China equivale a quase metade do total de compras online realizadas em todo o planeta.

Contribuem para a forte adesão ao comércio eletrônico a inclusão digital massificada, o sucesso dos pagamentos móveis e a infraestrutura excepcional do país — esse último fator permite, por exemplo, que um produto seja despachado pela manhã de Shenzhen, no sul do país, e a entrega em Beijing, no norte do país, ocorra à tarde.

Um aspecto nem sempre bem avaliado para o sucesso do e-commerce chinês é a cultura. Como as jornadas de trabalho são extenuantes na China, é muito valioso salvar aquele tempo desperdiçado na fila do supermercado. É aí que entram serviços digitais.

Trens bala – Sabemos que a China construiu, em apenas duas décadas, a maior malha de trens de alta velocidade do país. Esta infraestrutura mudou radicalmente as condições de vida da população local, uma vez que o país é também o que mais intensamente viveu processos de urbanização e migração interna em todo o mundo.

Com milhões de pessoas vivendo fora de sua cidade-natal, poder viajar de forma rápida (e econômica) para visitar os pais e parentes tem um efeito importante sobre a sensação de felicidade e satisfação com seu país. Também, é claro, traz ganhos econômicos proporcionados devido ao transporte eficiente de mercadorias e pessoas.

Economia compartilhada – Bicicletas sem estação fixa que podem ser desbloqueadas por um app, aluguel de carro por horas fracionadas, serviço de assinaturas de roupas e até o aluguel de casas divididas, em que se paga só pelo quarto onde vive. O boom de serviços compartilhados na China permitiu que, mesmo em cidades superadensadas e com apartamentos pequenos, como em Beijing e Xangai, todos os cidadãos tivessem acesso a roupas de grife, bicicletas e carros.

Na China, há até serviços de compartilhamento de guarda-chuvas e de power banks, aqueles carregadores portáteis de celular. Na região do planeta com a maior população do mundo, a disseminação do uso compartilhado de bens democratizou o acesso a muitos deles.

Correção: o número de compras online realizadas na China equivale a quase metade do total de compras online realizadas em todo o planeta, e não a metade de tudo o que é feito em outras regiões do planeta, como escrito anteriormente.

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Como o revide da China a ataques dos EUA vai atingir outro alvo: seu bolso http://copyfromchina.blogosfera.uol.com.br/2019/06/04/china-decide-retaliar-eua-e-preco-de-eletronicos-pode-subir/ http://copyfromchina.blogosfera.uol.com.br/2019/06/04/china-decide-retaliar-eua-e-preco-de-eletronicos-pode-subir/#respond Tue, 04 Jun 2019 07:25:07 +0000 http://copyfromchina.blogosfera.uol.com.br/?p=669

Ninguém integra iPhones de modo tão eficiente quanto os chineses

Após o veto do governo norte-americano à Huawei, os chineses vinham se mantendo na defensiva, evitando um confronto aberto. Mas nesta semana a China prepara lista de de “entidades não confiáveis” dos EUA que também sofrerão retaliações. No meio desta batalha, é possível que nós precisemos pagar mais caro para trocar de notebook e smartphone

A guerra comercial entre os Estados Unidos e China ganhará um novo capítulo nesta semana.  Wang Hejun, um alto comissário do ministério do Comércio, afirmou que os asiáticos preparam uma lista de “entidades não confiáveis” que sofrerão retaliações.

Hejun não deu detalhes sobre que tipo de retaliações serão anunciadas nem anunciou prazo para torná-las públicas. Segundo o oficial chinês, no entanto, “pequenas empresas, grandes corporações e até mesmo indivíduos” estão inseridos nesta lista. Há dez dias, a China anunciou a sobretaxa de produtos agrícolas americanos, que aumentam em 25% os custos para estes produtos entrarem no país asiático.

Desde o início dos ataques americanos às empresas chinesas, os chineses vêm se mantendo na defensiva, evitando um confronto aberto. Como a China tem monumentais superávits com os Estados Unidos, a guerra aberta é desfavorável aos chineses. O agravamento da disputa, que atingiu seu auge com o “banimento” da Huawei em fazer negócios com empresas americanas, deve fazer a China mudar de postura.

“Para a China, o confronto não é interessante. No entanto, o atual presidente do país, Xi Jinping, não quer transmitir uma imagem de fragilidade para seu público interno e está sendo forçado a reagir”, afirma Roberto Dumas, professor de economia chinesa do IBMEC.

O grande temor do mundo tec é que a reação da China afete a produção e venda de produtos da Apple em seu país. A consultoria IHS, por exemplo, estima que o custo dos iPhones, por exemplo, seria quase o dobro se a fabricação destes aparelhos fosse feita nos Estados Unidos, e não nas fábricas da Foxconn, em Shenzhen, sul da China.

Para analistas deste mercado, se quiser atingir com força os Estados Unidos, a melhor opção da China seria banir a Apple de vender seus produtos no mercado doméstico e taxar a saída dos produtos da companhia de Cupertino de seu país. As consequências, obviamente, seriam sentidas no mundo todo, por qualquer pessoa que compre produtos da Apple.

O cenário mais provável, no entanto, é que a China estique a corda e aumente a pressão contra as empresas americanas sem, no entanto, radicalizar. O objetivo seria apenas forçar os americanos a virem para a mesa de negociação.

Há uma expectativa, por exemplo, de reverter o banimento a Huawei ainda este ano, caso os dois países façam concessões. Nesta semana, por exemplo, a China acusou a empresa de logística Fedex de mandar encomendas com destino a outros países asiáticos para lugares errados, apenas para boicotar a economia chinesa.

Trata-se, até o momento, de uma guerra de palavras. No entanto, no meio desta batalha, é possível que cidadãos comuns e inocentes, como eu e você, precisemos pagar (muito) mais caro para trocar de notebook e smartphone, se os chefões de China e Estados Unidos não forem razoáveis.

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Atacada por estar no topo, Huawei não deve pedir revanche chinesa à Apple http://copyfromchina.blogosfera.uol.com.br/2019/05/28/huawei-e-atacada-por-ser-bem-sucedida/ http://copyfromchina.blogosfera.uol.com.br/2019/05/28/huawei-e-atacada-por-ser-bem-sucedida/#respond Tue, 28 May 2019 07:31:54 +0000 http://copyfromchina.blogosfera.uol.com.br/?p=660
Os incríveis smartphones P30: canetada americana bloqueia avanço do rival

Políticos, advogados, profissionais de marketing e de comunicação são constantemente treinados para escolher palavras bonitas e criar narrativas elegantes que transformem atitudes desprezíveis em algo palatável.

Não há registro, por exemplo, de um país que tenha ido à guerra com a motivação, ao menos declarada, de pilhar as riquezas de seu rival. No mundo das relações públicas, ninguém é malvado. Age-se sempre em nome da liberdade, da democracia, do bem comum ou de qualquer outro valor que possa ser publicamente defendido.

Nos últimos dias, uma sequência impiedosa de decisões jogou a fabricante chinesa de equipamentos telecom e smartphones Huawei contra as cordas. O governo americano a colocou em uma lista de malfeitores, o Google anunciou que não fornecerá suas tecnologias para a empresa chinesa e aliados americanos, como a britânica ARM, cortaram suas relações comerciais com a parceira asiática. A justificativa oficial para tamanha agressão é que a Huawei espionaria empresas, governos e cidadãos do Ocidente.

Sabemos que o dia a dia das corporações não é feito por anjos imaculados. As recorrentes acusações de espionagem, no entanto, nunca foram comprovadas. Se a Huawei é, assim, tão malvada, porque diabos não se apresentam seus pecados? Afinal, quais segredos os chineses roubaram? Em uma guerra comercial, não seria um duro golpe expor os crimes de seu competidor? Talvez isto não tenha acontecido pelo singelo motivo de que não há provas. O mesmo, aliás, não se poderia dizer de seis ou sete empresas de tecnologia americanas, conforme atestam os aterradores documentos publicados pelo ex-agente da CIA Edward Snowden, que vive sob asilo na Rússia.

As reais motivações americanas podem ter mais a ver com o fato de a Huawei e a China terem se tornado competidores difíceis de bater. A Huawei já é o maior fabricante mundial de equipamentos de telecom e o segundo maior fabricante de smartphones, atrás apenas da Samsung.  A empresa chinesa é também líder no desenvolvimento de banda larga 5G, tecnologia que vai assegurar a quem tiver seu controle bilhões de dólares anuais em royalties e a geração de centenas de milhares de empregos qualificados.  Dominar o 5G é como descobrir petróleo –não por acaso, uma commodity responsável por muitas guerras pelo mundo.

Obviamente, a Huawei não está sozinha na perseguição americana. Outras empresas chinesas, como a Hikvision, podem entrar na lista maldita dos americanos, com inegáveis prejuízos comerciais para a China. É um jogo conhecido. Não há registro de país hegemônico, ao longo da história, que tenha aceitado passivamente a ascensão de um rival. Trata-se de um conflito inevitável e a Huawei sempre soube disso. Não à toa, a companhia tem na gaveta o Hongmeng, seu sistema operacional próprio.

Partidários da China nesta guerra sugerem a Beijing alguma retaliação: por exemplo, banir os produtos da Apple do precioso mercado chinês. Seria um duro contragolpe, mas eu apostaria que isto não ocorrerá, bem como é improvável que os Estados Unidos mantenham o banimento da Huawei. Em uma negociação, às vezes é preciso falar duro para depois ceder e, mesmo que seja um ator imprevisível, Trump possivelmente está só botando pressão no adversário.

Por décadas, a China acumulou saldos comerciais incrivelmente favoráveis em sua relação com os Estados Unidos, ao mesmo tempo em que segue protegendo importantes setores de seu mercado doméstico. Ou alguém já acessou o Facebook a partir de seu quarto de hotel, em Beijing?  Se os americanos chamam a defesa de seu mercado de “guerra contra a espionagem”, a China por sua vez dá o nome de “segurança nacional” à restrição que faz às empresas de tecnologia do Vale do Silício. São nomes pomposos que mascaram a simples e mesquinha defesa de mercados. Nesta disputa, a China é ao menos mais transparente, ao passo que seu rival americano faz pose de defensor do livre mercado. Livre só até a página dois.

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Tencent faz maior teste de blockchain do mundo com clone de Pokémon Go http://copyfromchina.blogosfera.uol.com.br/2019/05/21/tencent-faz-maior-teste-de-blockchain-do-mundo-com-clone-de-pokemon-go/ http://copyfromchina.blogosfera.uol.com.br/2019/05/21/tencent-faz-maior-teste-de-blockchain-do-mundo-com-clone-de-pokemon-go/#respond Tue, 21 May 2019 07:16:45 +0000 http://copyfromchina.blogosfera.uol.com.br/?p=652
CriptoKittie permite transacionar itens baseado em tecnologia blockchain

A Tencent, maior empresa de internet da China e com valor de mercado superior ao do Facebook, está realizando um teste com tecnologia blockchain que já supera 300 milhões de usuários. O número torna a experiência o maior caso de uso de uma criptomoeda feita por um único emissor do mundo.

Há menos de um mês, a companhia chinesa estreou seu game “Let’s Hunt Monters”, jogo mobile muito similar ao sucesso mundial da Nintendo Pokémon Go. Na China, o game japonês é proibido por supostamente oferecer riscos à segurança nacional, como permitir o mapeamento do território chinês por empresas estrangeiras e basear sua geolocalização no Google Maps, serviço inoperante no país asiático.

A ausência do competidor estrangeiro colaborou para que  Let’s Hunt se tornasse um sucesso estrondoso no país. O app foi o mais baixados das lojas de aplicativos chinesas ao longo do mês de abril e, mesmo em maio, segue na lista “top 5” dos downloads na China. De acordo com a consultoria App Annie, estima-se que mais de 300 milhões de pessoas tenham o software instalado em seus smartphones.

Como ocorre em Pokémon Go, a graça do game é “caçar” personagens virtuais por praças, ruas e parques. Na versão da Tencent, no entanto, é possível comprar online, com dinheiro de verdade, gatinhos que auxiliam na caçada a itens raros.

A venda de bens virtuais em jogos não é novidade. O que torna o caso relevante é o fato de a Tencent Financial Tech, divisão equivalente a Ant Financial, do grupo Alibaba, usar tecnologia blockchain para transacionar os bens. A empresa até criou um mercado para compra dos gatinhos, o CriptoKittie e publicou um White Paper de 10 páginas regulando a comercialização dos felinos virtuais.

Quem acompanha o mercado de blockchain, sabe que White Papers são documentos formais que regulam a emissão, compra e venda de criptoativos e são usados por corporações no mundo todo e muitas vezes como “ações” em uma bolsa de valores, permitindo altos ganhos a quem compra um bem na baixa e o revende na alta.


Caça aos monstros: febre mobile turbina mercado de cripto ativos

No caso da CriptoKittie, a Tencent determina que uma vez comprado o bem ele não pode ser revendido por dinheiro, em uma tentativa, ao menos formal, de evitar que o jogo funcione como uma bolsa de valores virtual. O game permite, no entanto, que usuários “presenteiem” uns aos outros com tais bens, o que na prática abriu a caixa de pandora para um mercado paralelo de revenda de gatinhos virtuais. As trocas ocorrem com pagamentos via WeChat, a rede social mais popular da China, que também funciona como carteira virtual amplamente aceita no varejo chinês e no consumo de serviços.

Para muitos analistas, o inocente game chinês é, na verdade, uma teste de massa para a tecnologia blockchain, que permitirá a Tencent educar seus usuários sobre o funcionamento, regras e segurança desta tecnologia, que poderia ser usada futuramente em outros serviços, como transações financeiras, assinaturas de contrato ou emissão de dinheiro virtual, este último ainda um item proibido na China.

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Ganham fama, perdem saúde: a geração doente de web celebridades chinesas http://copyfromchina.blogosfera.uol.com.br/2019/05/15/busca-pelo-sucesso-online-cria-geracao-de-celebridades-doentes-na-china/ http://copyfromchina.blogosfera.uol.com.br/2019/05/15/busca-pelo-sucesso-online-cria-geracao-de-celebridades-doentes-na-china/#respond Wed, 15 May 2019 07:00:22 +0000 http://copyfromchina.blogosfera.uol.com.br/?p=643
Li Jiaoqi: transmissões ao vivo são diárias e só terminam às 4 da manhã

Conquistar fama e fortuna sem sair de casa. Ganhar produtos caros das grifes mais desejadas. Esta é a vida das web celebridades em todo o mundo, seguidas e admiradas por milhões de consumidores ávidos por seguir a tendência ditada pelos famosos e receber dinheiro, muito dinheiro, dos departamentos de marketing de grandes corporações.

A doce descrição da vida de um influenciador digital pode não ser totalmente falsa, mas certamente não é esta toda a verdade. Esta semana, na China, um debate nacional sobre a vida destes famosos do mundo virtual incendiou os fóruns de discussão digital após ao menos duas web celebridades se declararem doentes em função da pressão que recebem para ter mais seguidores e tráfego nas redes sociais.

Os debates tiveram início quando Li Jiaoqi, um influenciador de itens de moda e cosméticos com 20 milhões de seguidores na plataforma de e-commerce TaoBao, do grupo Alibaba, contou que está há mais de um ano sem tirar um dia de folga e que sofre de crises de pânico e depressão.

Jiaoqi é um ex-assistente de vendas de produtos de beleza que criou um canal de streaming incrivelmente bem-sucedido dentro da plataforma TaoBao. Em um depoimento aterrador, no entanto, o jovem influenciador disse que o preço da fama está consumindo sua saúde e que há mais de um ano ele não sabe o que é sair com os amigos ou divertir-se em uma sala de karaokê, uma forma de lazer muito popular na China.

Todos os dias, Jiaoqi entrar no ar às 19h e só desliga sua câmera às 4h da manhã. No período, o melhor para gerar vendas online, ele testa tipos de maquiagem, perfumes e acessórios em moda. Em um de seus vídeos mais famosos, o ex-vendedor tem o privilégio de testar batons em Jack Ma, o mítico fundador do Alibaba em pessoa.

Nas palavras de Jiaoqi, no entanto, sua rotina é massacrante.  Após algumas horas de sono, o influenciador acorda às 11h30 e dedica-se a preparar os vídeos que gravará a partir das 19h.  No último ano, Jiaoqui fez 389 entradas ao vivo no Taobao, mais de uma por dia. Nem um só dia de descanso, nem mesmo nos feriados nacionais.   “Me tornei uma pessoa solitária e sem amigos. Quando eu era um vendedor, largava meu trabalho às 18h e podia me divertir”, conta.

Jack Ma prestigia web celebridade em streaming no Tao Bao: fama e solidão

Quando questionado sobre o motivo de não tirar um tempo para si, Jiaoqi responde que seus patrocinadores não aceitariam seu descanso. “Há mais de 10 mil influenciadores fazendo testes no TaoBao, se eu paro um único dia, perco audiência para eles”, conta. O jovem gravou vídeos mesmo quando estava doente, com uma crise de bronquite. Na época, ele intercalava testes com o uso de um inalador.

O caso do ex-vendedor de cosméticos não é único no país. Outra web celebridade, uma garota que se apresenta sob o apelido TT&SS afirma ter crises de pânico e ansiedade a cada vez que posta um vídeo na rede social TikTok, um microblog de vídeos curtos. “Quero saber se eles terão sucesso e audiência, fico checando as estatísticas o tempo todo”, conta.

Segundo a jovem, uma de suas amigas, a quem não identificou, teria tentado o suicídio tomando remédios para dormir, após seu canal no TikTok ser retirado do ar por “infringir os termos de uso”.

Os casos guardam relação com a excessiva pressão pelo sucesso que existe na sociedade chinesa e vítima desde empresários que não conseguem sucesso até garotos que não são aprovados no ultracompetitivo vestibular chinês, o GaoKao.  No caso das web celebridades, no entanto, seus altos e baixos são acompanhados ao vivo por milhões de seguidores, muitos deles haters que os seguem apenas para criticá-los a apontar suas falhas.  Jovens, imaturos e com a intimidade exposta ao mundo, muitos não resistem à cruel roda da fama online.

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Trump quer: fabricante chinesa promete iPhone todo “made in USA” para 2020 http://copyfromchina.blogosfera.uol.com.br/2019/05/07/iphone-made-in-usa-deve-ser-realidade-em-2020-diz-foxconn/ http://copyfromchina.blogosfera.uol.com.br/2019/05/07/iphone-made-in-usa-deve-ser-realidade-em-2020-diz-foxconn/#respond Tue, 07 May 2019 07:49:00 +0000 http://copyfromchina.blogosfera.uol.com.br/?p=636

Tirar as fábricas de iPhones da China é uma obsessão de Trump

Uma das promessas mais improváveis de Donald Trump, a de produzir iPhones nos Estados Unidos, deve se tornar realidade a partir de 2020. A afirmação é de Terry Gou, o presidente da Foxconn, integradora taiwanesa responsável pela fabricação de grande parte dos iPhones, iPads e MacBooks vendidos no mundo.

Gou, que é candidato a presidência de seu país, Taiwan, saiu, esta semana, de uma reunião com o presidente americano Donald Trump afirmando que a guerra comercial de seu país com a China acabará com o deslocamento de parte da cadeia de suprimentos de produtos eletrônicos para os Estados Unidos. Atualmente, 90% da produção mundial de eletrônicos concentram-se no sul da China, região que oferece as melhores condições logísticas do mundo para tal.

A mudança de local de produção não ocorrerá porque, finalmente, os Estados Unidos terão condições técnicas de produção superiores às de Shenzhen, na China, para tal fabricação, mas, afirma Gou, porque Trump promete taxar em mais de US$ 200 bilhões os produtos “made in China”, como parte de um esforço para “equilibrar” os históricos déficits que americanos têm com chineses.

As declarações de Gou devem ser vistas com ressalvas, uma vez que o executivo tem histórico boquirroto. Certa vez, por exemplo, disse que a Foxconn nunca abriria fábricas no Brasil, pois brasileiros gostam muito de música e, por isso, não trabalhariam de forma adequada. Um ano depois, a Foxconn abriu fábricas em Jundiaí, interior paulista.

Gou pode ter dado tais declarações, a respeito dos produtos da Apple, como forma de pressionar a China, rival de Taiwan, país cuja soberania Pequim não reconhece ou, ainda, simplesmente, para fazer demagogia com o eleitor de Taiwan, para quem pedirá votos.

Em entrevista ao canal MSNBC, Tim Cook, executivo-chefe da Apple, negou qualquer intenção de integrar os produtos da empresa em território americano. De acordo com Cook, é falsa a ideia de que os iPhones não são feitos com produtos americanos.

As telas dos smartphones, por exemplo, são fabricadas no Kentucky e os módulos para o Face ID, disponíveis no iPhone X, vêm do Texas.  A montagem, no entanto, ocorre na China, o que mantém o custo dos smartphones da Apple competitivos. Integrá-los nos Estados Unidos poderia fazer um iPhone custar 60% mais, afirmam consultorias como a IHS Market.

Entre as muitas declarações de Gou sobre as disputas entre Estados Unidos e China, no entanto, uma tem valor inquestionável: a briga não acabará tão cedo e os dois países vão rivalizar pela liderança global em setores como inteligência artificial, afirmou, com razão, o executivo da Foxconn.

De fato, não há registro de ascensão de uma economia, como a chinesa, rumo à posição de potência global, sem que isto tenha gerado resistência por parte de quem, digamos, está na posição de líder. Até os mais ingênuos pandas das montanhas chinesas sabem que a batalha com os americanos será longa e árdua, com danos que afetarão pessoas no mundo todo. Até mesmo quem só quer comprar um iPhone novo.

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Imbatível: essa startup mostra por que a China vencerá a “guerra tech” http://copyfromchina.blogosfera.uol.com.br/2019/04/30/startup-de-robos-mostra-por-que-a-china-vencera-a-competicao-tech/ http://copyfromchina.blogosfera.uol.com.br/2019/04/30/startup-de-robos-mostra-por-que-a-china-vencera-a-competicao-tech/#respond Tue, 30 Apr 2019 07:31:00 +0000 http://copyfromchina.blogosfera.uol.com.br/?p=628
Máquinas autônomas da Syrius custam 20% do valor de rival americana

Empresas de robótica estão surgindo em todo o mundo. No Japão, em Israel, na Coreia ou em São Francisco, projetos do tipo surgem às dezenas, solucionando problemas tão diversos quanto cuidar de idosos ou trocar peças de turbinas hidroelétricas.

O caso da startup Syrius Robotics, baseada em Shenzhen, sul da China, no entanto, mostra por que o país asiático está na vanguarda deste processo e tem melhores condições de vencer a duríssima batalha tecnológica. Fundada há um ano e meio, a empresa levou 13 meses para sair do conceito de produto para um robô funcional pronto para a venda. No meio do caminho, recebeu duas rodadas de investimento.

A solução da Syrius é um robô autônomo dedicado a transportar itens dentro de galpões de distribuidoras e armazéns de e-commerce. Funcionários humanos colocam as peças que desejam enviar para a expedição em suas bandejas e os robôs os levam aos pontos certos, elevando a produtividade dos trabalhadores.

Um scanner lê os produtos colocados em suas bandejas e dá baixa no estoque, que passa a ser atualizado em tempo real.  As máquinas são capazes de se deslocar sozinhas para pontos indicados em seu software de roteirização, sem a necessidade de seguir faixas previamente pintadas no chão.

O funcionamento do produto, no entanto, é o que menos importa. O fator excepcional revelado neste caso é a velocidade com que um projeto inovador foi criado. Seu custo final é 20% de seu principal rival, as máquinas da Locus Robotics, empresa norte-americana de solução similar.

Ao conceber, encontrar financiamento, produzir e, por fim, vender produtos tecnológicos por uma fração do preço cobrado por competidores globais, as empresas chinesas mostram que estão mais aptas a competir no complexo mercado de inovação global.

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Trabalhar 12h por dia, 6 dias na semana? Empresas de tech estão na berlinda http://copyfromchina.blogosfera.uol.com.br/2019/04/24/empresas-tech-da-china-enfrentam-contestacao-contra-excesso-de-trabalho/ http://copyfromchina.blogosfera.uol.com.br/2019/04/24/empresas-tech-da-china-enfrentam-contestacao-contra-excesso-de-trabalho/#respond Wed, 24 Apr 2019 07:57:06 +0000 http://copyfromchina.blogosfera.uol.com.br/?p=620
Tempo demais no trabalho faz produtividade cair e mais erros acontecerem

996 é um código bem conhecido dos colaboradores de empresas chinesas de tecnologia. No vocabulário do meio, os números são uma referência à rotina de trabalho que se inicia às 9 horas da manhã, segue até às 9 horas da noite e se repete 6 vezes por semana, oferecendo apenas o domingo como descanso.

O excesso de trabalho é visto, por boa parte da sociedade local, como um trunfo dos chineses contra competidores do resto do mundo. São mais rápidos, mais produtivos e muito mais esforçados, dizem entre si. Nas últimas semanas, no entanto, ganhou notoriedade nos fóruns de internet do país um inédito movimento chamado “anti-996”, que contesta as jornadas excessivamente longas e imputa a elas problemas como queda na produtividade dos desenvolvedores e a ocorrência de falhas e erros, cometidos por pessoas exaustas.

O site GitHub, uma popular fonte de prospecção de talentos para companhias tech, tem sido o cenário principal das queixas dos chineses, que já se espalham em conversas por WeChat e sites de notícias. O fato é relevante por seu relativo ineditismo. Por décadas, o excesso de trabalho foi encarado como um sacrifício necessário para construir uma China rica, poderosa e inovadora. Em um país sem sindicatos atuantes e liberdade de organização trabalhista, a recente onda de queixas online é um evento significativo.

A onda de queixas já fez nomes brilhantes da tecnologia chinesa, como a fabricante Xiaomi e o serviço de classificados online 58.com, anunciarem programas para redução das jornadas.  O argumento central dos “rebeldes do 996” é que a cultura tech local pressiona os trabalhadores a ficarem horas demais no trabalho, apenas para parecerem esforçados. Mesmo quando não há tarefas que justifiquem sua presença, eles permanecem em suas mesas, vendo vídeos ou conversando online com amigos, uma vez que ser visto indo embora para casa antes de seus chefes comprometeria sua “imagem profissional”.

De fato, é praxe nas empresas chinesas permanecer em seu posto mesmo que as tarefas do dia tenham se esgotado.  Não há pagamento de horas extras ou adicionais pelas horas a mais e as superjornadas são, muitas vezes, recompensadas na forma de mimos ou troféus de valor simbólico, como medalhas, ingressos para shows e outras formas de as empresas “reconhecerem” a dedicação de seus colaboradores mais dedicados.

O fato de a economia chinesa ficar mais rica e seus trabalhadores mais qualificados, no entanto, têm pressionado as empresas locais a modernizarem seu conceito de dedicação, como já sinaliza, por exemplo, a nova política da Xiaomi.  Reter os melhores talentos, mesmo na supercompetitiva sociedade chinesa, exigirá também dar mais tempo livre aos colaboradores. Para quem conhece a cultura corporativa chinesa, trata-se de uma mudança cultural significativa.

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Com a Alibaba, chineses já transferem serviços do hospital para o celular http://copyfromchina.blogosfera.uol.com.br/2019/04/16/apos-hoteis-bancos-e-supermercados-alibaba-avanca-sobre-hospitais/ http://copyfromchina.blogosfera.uol.com.br/2019/04/16/apos-hoteis-bancos-e-supermercados-alibaba-avanca-sobre-hospitais/#respond Tue, 16 Apr 2019 07:13:33 +0000 http://copyfromchina.blogosfera.uol.com.br/?p=613
Assegurar atendimento a uma população de um bilhão de pessoas desafia a China

Por meio de um miniapp instalado dentro do aplicativo AliPay, usuários podem agendar consultas, exames e consultar seu histórico clínico. A adoção intensiva de tecnologia na medicina, que enfrenta resistências regulatórias pelo mundo, é vista como inevitável por parte de autoridades chinesas

A divisão de tecnologia para saúde do grupo Alibaba, a AliHealth, estreou, esta semana, a integração de suas tecnologias de computação em nuvem, blockchain e pagamentos mobile no hospital central da cidade de Wuhan, na região central da China.

O avanço sobre o setor médico faz parte de um esforço do grupo Alibaba para transformar-se em uma plataforma de serviços tecnológicos, vendendo seus produtos para empresas de múltiplos setores. Atualmente, o conglomerado que nasceu como uma operação de e-commerce fornece tecnologia para hotéis, bancos e até redes de supermercado, como a Hema, operada diretamente pelo grupo.

De acordo com Wang Peiyu, presidente da divisão de cuidados com a saúde do Alibaba, o hospital de Wuhan é o primeiro de uma série de centenas de hospitais chineses que passarão a contar com a tecnologia do grupo.

Usuários particulares ou de planos de saúde podem agendar consultas, marcar exames médicos e consultar seu histórico clínico por meio de um miniapp instalado dentro do superaplicativo AliPay. Os custos com consultas, exames ou mesmo a mensalidade do plano de saúde podem ser debitados diretamente da conta mobile AliPay, carteira digital mais popular da China.

Quem se sente mal pode consultar um médico por videoconferência ou fazer uma triagem, online, com uma enfermeira. Ao chegar ao pronto-socorro ou a uma consulta agendada, um check-in via aplicativo substitui o preenchimento de fichas. O app informa ao paciente sua posição na fila de espera e tempo estimado para ser atendido.

Dados como exames e histórico médico podem ficar armazenados em nuvem, se o paciente assim autorizar, permitindo aos médicos ter acesso a todos os históricos de seus pacientes, ainda que o estejam atendendo pela primeira vez. De acordo com o Wang Peiyu, o armazenamento em nuvem usa tecnologia blockchain, o que impediria o vazamento de informações médicas.

Após um atendimento de emergência ou consulta de rotina, pedidos de exame e eventuais prescrições de medicamentos são enviadas ao paciente via mensagem de texto. Tais mensagens têm valor legal, como receitas médicas ou guias oficiais para realização de exames.

Segundo o Alibaba, com um clique na receita o paciente pode solicitar que a empresa entregue, em sua casa, as medicações solicitadas. O Alibaba opera serviços de entrega de remédios, incluindo medicações controladas, 24 horas por dia, sete dias por semana nas cidades de Wuhan, Guangzhou, Hangzhou, Beijing e Shenzhen.  Novas regiões, como Tianjin e Xangai, devem ser adicionadas nos próximos meses.

A adoção intensiva de tecnologia no atendimento médico, que enfrenta resistências regulatórias em outras partes do mundo, é vista como inevitável por parte de autoridades chinesas, que apostam no uso de recursos virtuais para expandir o acesso à medicina para sua população, a maior do mundo e que não conta com um serviço universal gratuito, como há em países como Inglaterra, Canada ou Brasil.

Com o enriquecimento da população chinesa nas duas últimas décadas e maior procura por tratamentos médicos, o número de profissionais disponíveis é considerado insuficiente para levar atenção básica a saúde aos milhões de usuários chineses, daí a flexível regulação pública a novas tecnologias disruptivas.

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